quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O DEUS QUE LIBERTA E CURA



A história de Israel no Antigo Testamento espelha a vida da Igreja de Cristo. Isto é explicado pelo apóstolo Paulo em I Coríntios 10. Assim, a história de Israel tem uma relação direta com a vida do novo Israel, a Igreja de Jesus Cristo. A Páscoa, a libertação de Israel do Egito, de forma sobrenatural, mediante o sacrifício de um cordeiro e da aspersão de seu sangue para livrar os primogênitos da morte (Ex 12), espelha a nossa conversão. Cada um de nós foi liberto do Egito, que é o mundo sem Deus, mediante a fé em Jesus Cristo. A passagem de Israel pelo Mar Vermelho está relacionada ao nosso batismo nas águas.

Depois da libertação da escravidão e do batismo nas águas do Mar Vermelho, Israel foi levado para o deserto. Jesus, após seu batismo no rio Jordão, foi levado pelo Espírito ao deserto para ali ficar durante quarenta dias, sendo tentado (Mt 4:1). Nós também enfrentamos o deserto – que é o lugar de sermos curados pelo Senhor, de sermos instruídos nas Escrituras, vencermos as tentações e de recebermos o poder do Espírito Santo.

Mara, o lugar das águas amargas, simboliza o deserto onde muitos crentes estacionam. Foi em Mara que o Senhor declarou sua intenção de curar os Israelitas de todas as enfermidades que haviam sido enviadas ao Egito (Ex 15:22-27). O próprio Senhor declarou em Mara: Eu Sou o Senhor que os cura (v. 26). Assim como as águas de Mara foram purificadas pela ação do madeiro (v. 25), a árvore que Deus mandou Moisés lançar sobre as águas, em Jesus Cristo está a cura absoluta para os crentes estacionados em Mara.

Crentes que vivem em Mara são estéreis. Somente são capazes de reproduzir amargura, ressentimento, murmuração – vivem sob influência dos resquícios do Egito. O primeiro milagre realizado pelo profeta Eliseu foi tornar as águas de Jericó próprias para o consumo. Os habitantes de Jericó disseram ao profeta que a cidade era bem localizada, porém suas águas impróprias impediam a terra de ser produtiva (II Reis 2:19-22). Você pode estar bem localizado numa Igreja, numa metrópole, mas ainda assim ser infrutífero, se sua vida é semelhante a um poço de Mara.

O Senhor Jesus participou da Festa dos Tabernáculos, em João 7, e em seu derradeiro dia ministrou uma Palavra poderosa: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Ele estava se referindo ao Espírito, que mais tarde receberiam os que nele cressem (v. 37). Esta é a cura que o Senhor deseja efetuar em seu povo e que resultará na transformação das águas amargas em rios de vida. O agente para esta cura é o próprio Espírito Santo.

De Mara o Senhor guiou seu povo para Elim. A Bíblia conta que em Elim havia doze fontes de águas potáveis e setenta palmeiras (Ex 15:27). O número doze representa a organização, estrutura e governo estabelecidos por Deus. Setenta, pressupõe abrangência, extensão, amplitude – o Senhor quer Sua Igreja estruturada, organizada e operante, com um ministério que abranja multidões. Este é um tempo de cura, onde o Espírito está removendo a amargura e a esterilidade. Você está sendo tornado por Ele numa fonte de águas vivas. Aleluia!

(Pr. Paulo R. Petrizi)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

UM PECADO PIOR QUE SODOMIA

Rev. Angus Stewart (Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto)


Sodoma foi destruída por Deus com fogo e enxofre do céu, principalmente por causa de sua homossexualidade (Gn. 19:4-5, 24; 2 Pedro 2:6-8; Judas 7). Todavia, Jesus Cristo falou de um pecado pior que a sodomia: “Eu vos [povo de Cafarnaum] digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti” (Mt. 11:24; cf. 10:15). O castigo de Sodoma no Dia do Julgamento seria menor (“menos rigor”) do que o de Cafarnaum, porque o pecado de Cafarnaum era pior. Esse pecado era rejeitar o testemunho de Deus através dos milagres ou “prodígios” (11:23) de Jesus e desprezar o evangelho e os mensageiros de Cristo (10:14). Esse pecado da incredulidade, cometido por muitas pessoas “respeitáveis” que não sonhariam cometer atos homossexuais, é pior aos olhos de Deus do que a sodomia. Não desprezemos, portanto, o evangelho de Cristo, pois “como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação?” (Hb. 2:3). João Calvino explicou isso ainda mais plenamente: “Cristo mencionou Sodoma ao invés de outras cidades, não somente porque excedia todas elas
em crimes abomináveis, mas porque Deus a destruiu de uma maneira extraordinária, para que pudesse servir como um exemplo a todas as eras, e para que seu próprio nome fosse mantido em abominação. E não precisamos nos maravilhar se Cristo declara que os moradores dela serão tratados menos severamente que aqueles que recusam ouvir o evangelho. Quando os homens negam a autoridade daquele que os fez e formou, quando recusam ouvir a sua voz, mais ainda, quando rejeitam desdenhosamente seus convites gentis, e negam a confiança que é devida às suas graciosas promessas, tal impiedade é o acúmulo extremo, por assim dizer, de todos os crimes. Mas se a rejeição daquela pregação obscura foi seguida por tamanha vingança terrível, quão horrível deve ser a punição que aguarda aqueles que rejeitam a Cristo quando ele fala abertamente! Novamente, se Deus pune tão severamente os desprezadores da palavra, o que será dos inimigos furiosos que, por blasfêmias e língua venenosa, se opõem ao evangelho, ou o perseguem cruelmente pelo fogo e espada?” (Comentário sobre Mateus 10:15).



Fonte: http://www.cprf.co.uk/